Fundação Padre Albino
Outono, período que antecede o inverno, acende alerta para doenças respiratórias em crianças
Eric Ribeiro
quarta, 22 de abril, 2026

O outono, estação que antecede o período mais frio do ano, também acende sinal de alerta para a saúde das crianças e bebês. Entre os meses de março e agosto há aumento na incidência de bronquiolite, gripes e outras infecções respiratórias, com pico entre maio e julho. Alguns fatores contribuem para esse cenário. As pessoas permanecem mais tempo em ambientes fechados, o que facilita a transmissão de vírus. Além disso, agentes como o Vírus Sincicial Respiratório (VSR), vírus Influenza, rinovírus, coronavírus e adenovírus sobrevivem melhor em temperaturas mais baixas. O ar mais seco também prejudica as vias aéreas, deixando o organismo mais suscetível às infecções.

A pediatra da UTI Neonatal do Hospital Padre Albino, docente da disciplina de Pediatria da Unifipa/Fameca, Dra. Luciana Sabatini Doto Tannous, orienta que os pais adotem medidas preventivas neste período. “Evitar a exposição desnecessária de recém-nascidos e lactentes, reduzir o contato com pessoas gripadas e evitar ambientes fechados e cheios, como festas, shoppings e visitas frequentes, é fundamental. Além disso, a lavagem das mãos é essencial, principalmente antes de pegar o bebê. Quando não houver água, o uso de álcool em gel é recomendado. As visitas também devem ser orientadas a fazer o mesmo”, destaca. Outras medidas incluem evitar beijar o rosto ou as mãos do bebê, principalmente se houver sintomas, manter a casa arejada e não expor a criança à fumaça de cigarro ou à poluição.

Dra. Luciana também recomenda o reforço da vacinação como uma das formas mais eficazes de prevenção. “É importante manter o calendário vacinal atualizado contra a gripe (Influenza) e a Covid-19. Também há a proteção contra o Vírus Sincicial Respiratório (VSR) com o Nirsevimabe, um anticorpo monoclonal que previne formas graves de bronquiolite, conforme orientação do Ministério da Saúde”, afirma. A médica ainda destaca a importância da vacinação contra o VSR em gestantes, a partir de 28 semanas de gestação até 15 dias antes do parto. Essa estratégia permite a transferência de anticorpos para o bebê, garantindo proteção nos primeiros meses de vida, especialmente até os 6 meses. Os pais e responsáveis também devem estar atentos aos sinais de alerta, como respiração rápida ou dificuldade para respirar, gemência, retração entre as costelas, recusa alimentar, febre e prostração. Nesses casos, é fundamental procurar atendimento médico com urgência.

Foto: Divulgação FPA